ALÁCRE

19:11

ÁLACRE
(Rodrigo Vello)

Morre Dara: podre, pobre, ingrata
e salve os Seres negros do Norte.
Caminhada íngreme à morte...
É o luto sangrento e sem sorte

O forte guerreiro se esvai em paz,
e do oração sufrágio e lágrima.
Se a minha vida é tão maçante,
o  fim no Solstício de Inverno

As perfurações marcando a Tribo...
A dança dos mortos só me inspira,
minhas orações no Vale da Dor.

Do Criador o canto dos bichos,
neste curral com febris crianças.
De um deus destruidor este aborto!




Ps.: Comecei a escrever esta poesia em 2013, antes ele se chamava Álacre morte, até postei a antiga primeira estrofe aqui, mas, a minha vontade sempre foi que ele tivesse uma estrutura clássica e não pós-moderna – talvez por isso demorei a parir essa fofura que me lembra Cruz e Sousa. Recomecei-o no ano passado, no entanto, só hoje em 2016 que ele ficou pronto, alegre e ritmado quando lido em voz alta! Álacre é um soneto eneassílabo e eu sou neo-simbolista!

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