ATÉ NUNCA MAIS 2014!

18:28

Como é de lei, todo ano escrevo algo breve sobre o ano que se finda e com 2014 não iria ser diferente. O ano cuja soma dá 07 não foi ruim, contudo, difícil e desgastante... Desde o mês de janeiro eu já carregava alguns fardos.  Precisei forçadamente me render aos remédios de tarja preta, tive surtos de ansiedade, perdi uma relação que era quase um casamento e acabei por conhecer, de fato, algumas pessoas.  
Foi o ano que me graduei, mas ele não vai ficar marcado na história por isso. Lidei com muita gente sonsa, doente ou que se fazia de sonsa ou que se fazia de doente... Carreguei as minhas responsabilidades e também dei conta das dos outros. Porra, eu só queria um ano tranquilo, concluir a faculdade de forma mais amena. Como sempre muita gente estava preocupada com a roupa que eu estava vestindo ou com números que deveriam ser apresentados às convenções burocráticas do caralho e deixaram de lado a minha essência, o meu melhor. Profissionalmente, foi um ano de merda, confesso, onde eu entrei querendo fazer algo diferente e mais dinâmico: um projeto que trouxe de outro contexto e que ficou guardado dentro duma pasta, acumulando poeira e desgostoso saí de 2014; como sempre eu achei pessoas que só me viam como força pragmática e ignoraram o meu intelecto. Eles que acabaram perdendo. Por outro lado, devo ressaltar que trabalhei com gente muito responsável, dedicada, que fomentava o lúdico-criativo e as ânsias do processo de ensinar e aprender – profissionais que levarei para a vida como se fossem espelhos.
Sobre os entulhos encontrados no caminho: fizeram-me voltar gradativamente para Ela, aumentaram minha espiritualidade e lembrei que estou nesse plano numa eterna busca de equilíbrio pessoal; esbarrei com alguns irmãos de alma, fiz feitiços, adorei a Deusa como nunca e voltei a ouvir Vozes – elas diziam: “Relaxa, vai dar certo e você vai conseguir”. Foi mágico!
Comecei a seguir uma linha de pesquisa riquíssima que nem sabia que existia, e isso foi maravilhoso demais, pois foi muito aprendizado sobre um determinado assunto num ano só! Perdi pessoas, ganhei pessoas, amadureci, aprendi a pular que nem sapo diante de certas necessidades.  Aaaaaah!!!!! Fiz três ensaios fotográficos lindíssimos!
 Lembro que comecei esse ano pré-destinado a pedir desculpa às pessoas que de alguma forma me aborreceram ou que ficaram magoadas comigo, pois isso nos afastou e me doía – teve gente que aceitou e o sentimento voltou de forma sincera, teve um ou outro que me ignorou e, na boa, só ficou outorgado que é aquele tipo que não faz falta. Também criei inimizades, de lei. Também tiveram aqueles que me  surpreenderam de forma positiva.
Nesse 2014 do cacete,  passei um perrengue de grana, me afoguei em dívidas, me faltou tempo, a minha mãe biológica pela milésima vez me virou as costas e ninguém  nunca me viu chorando pelos cantos por causa disso. Em contrapartida a minha mãe daqui sempre esteve prestativa com suas broncas e, quando necessário, ajuda (R$). Assim, os laços que nos atam se tornaram muito mais fortes.
Não transei que nem coelho e depois que fiquei solteiro só me relacionei com gente complicada, desapegada ou infeliz. Isso foi chato, desnecessário e enfadonho.  Parecia que o problema estava sempre comigo, só que eu parei para fazer uma análise disso tudo e me vejo tão superior a essas merdas que sou obrigado a relevar essa bagaceira. Vocês não sabem o que perderam, gracinhas!
Também cuidei do meu corpo como nunca nesse espaço de tempo. E para equilibrar o meu ser, armazenei munição intelectual: li leituras que nunca fiz questão de ler e minha bagagem cultural agora segue com um novo layout, com um novo discurso. Fiquei mais feminista e preocupado com as questões de gênero tão ignoradas por essa sociedade opaca. Aprendi que misturar o culto com o coloquial torna a leitura mais acessível e o saber se propaga de forma imensurável – gente, o conhecimento deve ser disseminado!  Parem de rasgar o português à toa! Guardem isso para os textos científicos!
Nos anos passados fiz as “minhas retrospectivas” num único bloco de texto, mas 2014 foi um ano tão horrível, tão intenso e tão maravilhoso que precisei de mais parágrafos... Precisei de um texto quase que enorme! Que essas frustrações morram aqui e que delas eu só leve o amadurecimento, que eu não esbarre com essas pedras em 2015; porque se eu esbarrar, vai ser “tiro, porrada e bomba”. Confesso que estou preocupado com o ano seguinte, algumas expectativas são quase que inalcançáveis. Mas do que adianta ter medo? Agora é preciso estudar mais, ler mais e se pautar com foco, força e fé.



25.12.2014 – 04h18min AM

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