Mais um poema do meu livro, para começar bem 2013.

17:21


FILHOS DO NADA

Noites frias e longas
Ruas vazias,
Um carro bonito
Uma puta de luxo
À procura de lixo
Unindo prazer e dor
Comprimidos
A cor do dinheiro
Uma prostituta
Engana um velho
Ele é surdo
E está quase cego
Insaciável
Enfeitam a tristeza
Bebem, comem
E se comem
Onde está o amor?
Deu vez a dor
A morte bate à porta
Entre, sem bater!
Tão incerto
Quanto àquela dança
Feliz
Nenhum conhecido
A carne nova do açougue
Filhos do pó,
Que voltarão para o nada.

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