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Quando o lado esquerdo do meu pescoço começa a doer, pode ter certeza: eu não estou bem. Hoje, após conversar com uma amiga minha, reparei que preciso me construir da maneira correta. Parece bobagem, mas é doloroso ficar ciente disso. Enquanto a maioria das pessoas usam as redes sociais como um açougue sexual, eu ainda divulgo o meu trabalho como escritor independente - trabalho esse que anda meio parado, 69 Poemas Póstumos a Você ainda não saiu - e fico sonhando, no meu inconsciente, que eu vou ser feliz. Maldição! Eu não sei o que quero, não sei como faço. Sinceramente, preciso de alguém para me guiar. Sei que vou pagar o triplo por algumas coisas que tenho feito, se já não estou pagando. Todavia, sou um ser humano... um ser humano burro. Uma dor inexplicável pulsando no peito, talvez o sentimento de ter sido trocado e o medo de que isso se repita. Fico puto com o caráter de algumas pessoas que só sabem usar o outro. Fico puto comigo mesmo por não me colocar no lugar do outro. Tornei-me volúvel, dissimulado. Não sei quem sou e para onde vou. O que fazer sem saber para onde ir? É preciso se estabelecer, se impôr e ler Freud. Rapaz, a mentira estava na minha cara e eu não consegui enxergar. As pessoas fingem muito bem, isso explica o ódio que eu sinto da raça humana. Há quanto tempo tenho escondido de mim mesmo àquelas coisas que não queria enxergar? Até onde vou com isso? Preciso fincar meus pés e não dar mais voltas em círculos. Menino, é dura essa jornada. É tenso se manter autossuficiente. É um saco estar sozinho. Estou chorando sem ao menos saber o verdadeiro porquê.  Se não tivesse que trabalhar amanhã bem cedo, tomaria um rivotril. O mais foda disso tudo é que você aceita qualquer um como companhia. Inferno! Preciso a voltar a ficar na minha e me estabelecer.

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