Relembrando o passado.

02:23


Esse inferno que é viver

As sombras que regem os meus pesadelos
Dediquem-se a devorar a alma
Veja como tão amarga é a vida
Morte és uma libertação
Se estiver triste e solução
Saiba que chegou o momento de se libertar
Entre queimar no fogo do inferno
E ser pescado pelo pescador de homens
Prefiro ser queimado
Cuspa-me, mata-me,
Apedreja-me, purifica-me,
Me queime numa fogueira.
A salvação de minha alma roubada
Se segue como um misto de carne putrefata
Dada a chance eu voltaria ao meu agonizante dia?
Cansei de sofrer, cansei de calar
Um dia a mestra me disse: “você caiu, mas não iria cair”.
Cai como o anjo de luz? Eis a questão.
Meus pêsames... A mim mesmo.

Ps.: Texto escrito em 25 de Julho de 2006 e reeditado em 15 de Outubro de 2011. Após cinco anos vejo o quanto evoluir como escritor: não me preocupava com a estética do texto, o jogo das palavras, com o conteúdo etc. Na foto: Cemitério Caminho da Paz, em São Mateus - ES.

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