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Frágil

Eu que sempre fui tão duro quanto uma rocha
E agora estou assim
Não me reconheço ao olhar minha face no espelho
Olha o quanto mudei
Lágrimas quentes e salgadas rolandos pelas buchechas
Tudo tem que ser sempre assim
Uma fragilidade que não é minha
Icógnitas da vida
não existe palavra que possa me confortar
não quero que você volte para ele
Esse inferno cotidiano que eu tenho que engolir
Olhei dentro dos seus olhos
Para dizer o quanto estava gostando daquilo
E como meu eu lírico fica?
Frágil, como uma folha de papel
Sempre dói quando eu respiro
Gestos singelos me fazendo chorar
Chorando pelos corredores, pelas ruas
Não me reconheço mais
O que signifiquei?
O que você significou?
São as icógnitas da minha vida
Eu que não me rendia nunca para o sentimentalismo
Estou tão frágil como bebês cegos tetando engantinhar
Essa dor que atinge a minha matéria
Ficando de lado sem se importar
Fiquei órfão de tudo aquilo em pouco tempo
Tão frágil, tão casto e tão opaco.

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