Lágrimas, elas existiram.

23:55





Tristeza

Nessas linhas meu ultimo esforço para ser feliz
O que mais desejo é poder sonhar outra vez
Meu coração está propenso ao sofrimento
Chorando nas trevas
Pois a tristeza está em minha alma
Alerte-me cuidando de meus pecados
Pois sonho com anjos de asas quebradas
Engolindo-me nessa escuridão
O ódio vem e devora
Exala um cheiro pútrido no ar
Logo, os vermes alimentam-se do meu orgulho
Vou perdendo a fé que me resta
Vou perdendo a paz que me resta
E a dolorosa paixão regada às lágrimas do sufrágio daqueles
Afundando-me na lama, vejo-me sem solução
Com míseras crianças narrando contos de horror
Sou mais um que desistiu de viver
Entretanto, o véu da noite ainda não cobriu meus olhos
Oh Cristo, sou mais um poeta sofredor do mal do século?
Em silêncio aprecio a minha covardia
Amando, assim como Eugênio de Castro amou...
Rastejando, assim como Eugênio de Castro rastejou...
A Tristeza tem sido o meu sentimento eterno
Uma rosa murcha entre as páginas de meu grimório sagrado
Oh Hécate, não me abandone!
Maktub, maktub!
Pressinto o mal que encontrarei há alguns passos à soleira da porta
Aquele sorriso ímpeto,
Aquele semblante cínico
Cristo, meu irmão... Sei que está ao meu lado
Todavia, abandonei vosso Deus
E agora arde um sangue ímpio por todas as minhas veias.

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